• grupowdm

Mercado do aço no Brasil: retrospectiva 2021 e expectativas para 2022

Atualizado: 27 de dez. de 2021



Finalizamos 2021 com uma retrospectiva animadora para o setor de aço. De acordo com os números divulgados pelo Instituto do Aço, a estimativa de crescimento no consumo aparente em 2021 é de 24,3%, o que equivale a um total de 26,7 milhões de toneladas de aço.


Os números positivos mostram uma retomada do mercado interno frente à crise enfrentada pelo setor em virtude da pandemia de covid-19 em 2020. No que tange a produção, a expectativa de crescimento gira em torno de 14,7%, totalizando 36 milhões de toneladas, além dos 17% nas vendas internas, equivalente a 22,8 milhões de toneladas. Os dois números são comparativos ao ano anterior e mostram um abastecimento completo do mercado interno de aço, além de uma estabilização de preços das commodities, inclusive com quedas pontuais em alguns insumos.


Para os próximos 12 meses, o Instituto prevê um aumento de 2,2% na produção nacional de aço bruto, totalizando 36,8 milhões de toneladas; 2,5% nas vendas, alcançando as 23,3 milhões de toneladas; e 1,5% do consumo aparente, atingindo as 27 milhões de toneladas.


Em paralelo ao crescimento registrado, ainda há uma margem de 30% da utilização da capacidade instalada do setor disponível para ser utilizada. De acordo com o Aço Brasil, a redução da ociosidade seria possível através do aumento da produção de aço com foco na retomada das exportações. Nesses casos, a utilização esperada da capacidade seria próxima dos 80%, que é o padrão de operação considerado como mundialmente adequado.


"Entretanto, para viabilizar as exportações, em um cenário internacional de guerra de mercado, é necessário recompor a competitividade dos setores exportadores, como a indústria do aço, por meio do retorno do mecanismo do Reintegra que ressarce, parcialmente, os resíduos tributários embutidos nas exportações", diz o Aço Brasil.


Ainda de acordo com o Instituto, o Reintegra é um mecanismo que evita a taxação das exportações dos produtos brasileiros. Nos últimos anos, o Aço Brasil destaca o crescente número de medidas protecionistas criadas por vários países, que, agora, aparentam sinais de alguma flexibilização, como é o caso das negociações entre os Estados Unidos e a União Europeia.


21 visualizações0 comentário